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26 perguntas sobre o Covid-19 respondidas pela sua Equipe de Saúde

TESTES COVID-19

É o nome dado à doença causada pelo novo coronavírus, SARS-Cov-2. Como pode se manifestar de diferentes maneiras, ela é classificada em:

Doença assintomática: pessoas que não desenvolvem sintomas, sendo estas diagnosticadas apenas com testes sorológicos que identificam anticorpos no sangue.

Doença sintomática, dividida em:
Doença leve ou moderada: corresponde à 80% dos casos sintomáticos, incluindo pessoas com resfriado, sintomas gripais e até falta de ar leve.
Doença grave: corresponde à 15% dos casos sintomáticos, incluindo pessoas com uma doença mais duradoura, piora dos sintomas respiratórios e outras situações causadas pelo vírus, necessitando de hospitalização.
Doença crítica: corresponde à 5% dos casos sintomáticos, incluindo pessoas que evoluem com grave falta de ar e outras complicações da doença, necessitando de internação.

Sugerimos que todos que tiverem interesse em fazer um teste entre em contato com a Equipe de Saúde para orientação, ou procure diretamente um médico de confiança.

O único exame para Covid-19 incluído no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é o “SARS-CoV-2 (coronavírus Covid-19) – pesquisa por RT – PCR”, isto é, o teste que pesquisa o vírus em amostras de secreções das vias aéreas.

A cobertura é obrigatória sempre que o paciente se enquadrar na definição de caso suspeito ou provável de doença pelo Coronavírus 2019 (Covid-19) definido pelo Ministério da Saúde, incluindo quadros de síndrome gripal e alguns tipos de resfriado, após avaliação médica. Nesses casos, além da solicitação do exame, o laboratório poderá também exigir um relatório médico informando os seus sintomas.

Se você quer saber se enquadra nos critérios para ser elegível a fazer o exame entre entre em contato com a Equipe de Saúde, podemos te ajudar!

O exame para Covid-19 (RT-PCR), incluído na cobertura dos planos de saúde, deve ser agendado em um laboratório conveniado à operadora do plano de saúde da pessoa, disponível dentro da cobertura do plano. A realização do exame está autorizada apenas mediante a apresentação de uma solicitação que inclua um relatório feito pelo mesmo médico.

Para encontrar um laboratório e agendar o exame, entre em contato com a Equipe de Saúde, podemos te ajudar!

A Anvisa apura apenas os estudos de avaliação de desempenho dos produtos disponibilizados pelos próprios fabricantes, sem reproduzir novos estudos que confirmem as informações fornecidas inicialmente. Assim, ainda não podemos afirmar que os testes aprovados pela ANVISA são testes que produzem resultados confiáveis, senão com base nos dados fornecidos pelos próprios fabricantes, os quais se baseiam em resultados de uma pequena população.

A empresa deve verificar se os seus objetivos serão apoiados pelas melhores evidências científicas disponíveis no momento, com o suporte de uma boa consultoria técnica, incluindo profissionais de saúde habilitados, assim como pelas regulamentações sanitárias vigentes. De forma ideal, isso tudo deve ocorrer antes da aquisição de quaisquer tipos de testes para Covid-19, porém, considerando que a empresa já tenha adquirido os testes, sugerimos as seguintes alternativas:

• Várias formas de operacionalização da estratégia baseada em testes, levando em conta os objetivos da empresa, evidências científicas disponíveis e regulamentações sanitárias vigentes, as quais estabelecem atualmente a necessidade da empresa escolher um laboratório de análises clínicas para a realização dos testes adquiridos e médicos habilitados para interpretar os resultados.

• Devolução dos testes, uma vez que a companhia entenda que não há evidências científicas suficientes para sustentar uma estratégia baseada em testes sorológicos, ou que seus objetivos não estão alinhados com as recomendações das autoridades sanitárias.

A Vitta tem experiência em apoiar empresas que se veem em alguma dessas situações, de forma técnica e científica. Para agendar um papo com a nossa equipe técnica, entre em contato com o Time de Relacionamento Vitta.

Até o momento, a ciência não pode fazer recomendações fortes para que as empresas invistam na testagem de seus colaboradores a fim de priorizar a retomada ao trabalho daqueles que tiverem apenas testes sorológicos reagentes, indicando que a pessoa já teve contato com o novo coronavírus, independentemente de ter manifestado sintomas ou não que levaram à suspeita.

Apesar disso, pode se dizer, dentro das limitações científicas, devido ao pouco tempo de conhecimento sobre a Covid19, não há dúvidas que a estratégia baseada em testes seja a com maior potencial de reduzir ao máximo os riscos de uma operação de regresso ao trabalho no momento atual.

Com base nisso, cabem as seguintes recomendações de forma sumarizada:

• O primeiro critério a ser observado são as recomendações das autoridades sanitárias locais (município, estado ou país). Isso quer dizer que uma operação de regresso ao trabalho somente deve ser iniciada com a liberação desses órgãos e de acordo com as regras impostas, como redução do quadro de trabalho
• Deve ser priorizado o regresso ao trabalho dos colaboradores com testes sorológicos reagentes IgG positivo e IgM negativo, os quais devem ser interpretados por um médico a fim de que se certifique que as pessoas testadas com resultado positivo não estejam no período de transmissão;
• Além da testagem dos colaboradores, recomendamos que a estratégia baseada em testes considere o perfil imunológico (testagem) dos contatos domiciliares destes, sobretudo aqueles com fatores de risco para a Covid-19, uma vez que o trabalhador saindo de casa para trabalhar poderá colocar em risco as pessoas que ama
• Toda estratégia baseada em testes deve ter em seu board profissionais de saúde, incluindo um médico para interpretação dos resultados;
• Não se pode afirmar ainda, com base disponível nas evidências científicas atuais, que essa seja uma estratégia custo-efetiva
A qualquer momento, pode surgir resposta sobre a custo-eficácia de recomendar uma estratégia baseada em testes, mediante comprovação de estudos científicos
• Consulte aqui a nossa nota técnica para informações mais detalhadas sobre a estratégia de regresso ao trabalho baseada em testes.

Desde os primeiros casos que foram notificados no final de 2019 na China, não há evidências suficientes para afirmar que um teste sorológico positivo para Covid-19 ateste imunidade a alguma pessoa.

É verdade que um bom teste, bem aplicado, resultando em positivo ou reagente, na maioria das vezes, indica que a pessoa tem anticorpos contra o vírus, assim como um contato prévio com o mesmo. Mas, ainda não se sabe se esses anticorpos existem em quantidade suficiente no sangue, da mesma forma que ainda não se sabe por quanto tempo estes duram para proteger alguém contra novas infecções.

Se ainda tiver dúvidas e quiser conversar sobre os cenários individuais da sua empresa, entre em contato com o Time de Relacionamento Vitta ou diretamente com a Equipe de Saúde do PrimeCare.

Conforme dito no item 8, não há evidências suficientes sobre a eficácia da imunidade mediada por anticorpos para garantir a concessão de “passaportes de imunidade” para que as pessoas possam voltar a circular livremente ou ter prioridade no retorno ao trabalho.

Com base nisso, não recomendamos que a companhia utilize testes diagnósticos como a única estratégia para a priorizar os trabalhadores que deverão voltar ao trabalho presencial quando permitido pelas autoridades sanitárias, levando em conta também o risco pessoal do trabalhador e de seus contatos domiciliares, caso exista a possibilidade (ainda não esclarecida) deste se reinfectar eventualmente, assim como o cenário epidemiológico e as recomendações dos órgãos em constante atualização.

Os primeiros critérios a serem considerados são as normas das autoridades sanitárias locais (município ou estado) que dispõem sobre a retomada das atividades de trabalho consideradas não-essenciais. Clicando aqui você pode consultar o endereço eletrônico da Secretaria de Saúde do seu estado.

Assim, recomendamos que os critérios ou estratégias utilizados para a priorização do retorno dos setores não-essenciais sejam feitas com o apoio de uma boa consultoria técnica, a fim de verificar se os objetivos da companhia podem ser contemplados e os riscos da operação sejam amortecidos ao máximo, mesmo que não seja possível mitigados por completo neste momento.

De maneira geral, propomos que um conjunto de condições sejam considerados para a priorização do retorno, como:

• Mapeamento do perfil de risco das pessoas e de seus coabitantes
• Sintomas de gripe da pessoa ou contatos com pessoas com sintomas de gripe
• Idade
• Doenças consideradas do grupo de risco para Covid-19 da pessoa (e de seus coabitantes)
• Meios de transporte
• Condições de moradia para isolamento
• Resultado dos testes sorológicos

Toda pessoa com resfriado ou sintomas gripais deve ser considerada um caso suspeito de Covid-19, devendo permanecer por 14 dias em isolamento domiciliar, atenta às recomendações.

Deve, também, entrar em contato com a Equipe de Saúde para podermos acompanhar e apoiar a pessoa caso os sintomas evoluam, e para instruirmos sobre os cuidados para o isolamento.

RETORNO AO ESCRITÓRIO

Após receber anuência das autoridades sanitárias para a retomada das atividades de trabalho, levando em conta que muitas medidas de prevenção comunitária deverão ser mantidas por tempo indeterminado, é importante que a empresa se preocupe com outras questões, incluindo:

• Redução no volume de pessoas simultâneamente nos ambientes. Manutenção do home office para as pessoas que podem exercer plenamente suas funções de maneira remota

• Alternância dos horários de entrada e saída para evitar que as pessoas sejam expostas a horários de pico nos meios de transportes

• Estabelecimento de rodízios de trabalho presencial entre as pessoas

• Mudança do layout das mesas de trabalho a fim de garantir o distanciamento recomendado.

Criamos uma cartilha com instruções, acesse aqui.

• Estabelecer regras para o uso de máscaras em todos os ambientes compartilhados, incluindo dentro dos elevadores

• Adicionar dispensers de álcool em gel e mantê-los bem abastecidos

• Restringir a lotação dos elevadores

• Adicionar alertas, lembrando as pessoas de higienizar as mãos com frequência (antes e depois de deixar o elevador) e desaconselhando que toquem superfícies ou se recostem sobre as paredes dos elevadores.

• Realizar a limpeza diária dos elevadores com utensílios úmidos pelo menos uma vez ao dia, com produtos à base de álcool 70%, cloro ou outros desinfetantes aprovados pela Anvisa.

• É preciso cuidado para não aplicar produtos de limpeza diretamente sobre as peças como botões, visores, indicadores de posição, subteto etc… Isso pode atacar as peças como acrílicos e plásticos.

HIGIENIZAÇÃO

• A desinfecção deve ser realizada somente após o procedimento de limpeza. Muitos produtos utilizados atualmente são detergentes/desinfetantes e têm ação concomitante, não sendo necessário dois processos.

• Os desinfetantes com potencial para limpeza de superfícies incluem aqueles à base de cloro, quaternário de amônio e peróxido de hidrogênio.
O álcool 70% não deve ser utilizado para limpeza e desinfecção de pisos.

• Para a limpeza e desinfecção dos pisos devem ser seguidas técnicas de varredura úmida com esfregação ou mops úmido com produtos padronizados e diluídos adequadamente (não utilizar pano de chão, pois aumenta o risco de contato do profissional da higiene).

• Nunca utilizar varredura seca, visto que esse ato favorece a dispersão de microrganismos que são veiculados pelas partículas de pó.

• Celulares, tablets e equipamentos eletrônicos devem ser higienizados com álcool isopropílico 70%, sendo que durante o trabalho este produto deve estar disponível para a higiene frequente dos mesmos equipamentos.

• Eliminar ou restringir o uso de itens de uso coletivo como controle de ar condicionado, canetas, telefones, etc, aumentando a higienização destes com álcool isopropílico 70%.

• A fim de preparar o escritório, espalhar alertas que lembrem as pessoas de higienizar as mãos com frequência e informativos com instruções para a lavagem correta das mãos próximo aos lavatórios e para a desinfecção correta das mãos com o álcool em gel próximos aos dispensers destes.

Deve-se esclarecer que não há evidências que contra-indiquem a presença de carpetes no escritório, no entanto, sabe-se que tapetes e carpetes são difíceis de limpar, e por isso, se possível, devem ser retirados.

No entanto, se não houver como retirá-los ou a companhia queira manter tapetes menores é importante que essas peças sejam higienizadas com frequência, sendo que os itens menores devem ser trocados diariamente – preferivelmente – e os maiores higienizados pelo menos uma vez por semana.

Os coronavírus são vírus envelopados com uma camada protetora de gordura, logo, sabe-se que desinfetantes domésticos comuns, incluindo sabões comuns e soluções diluídas de alvejante, são capazes de desativar o coronavírus em superfícies, destruindo a camada de gordura que os reveste, os quais podem ser usados para a desinfecção de tapetes e carpetes.

Assim, a empresa deve apenas se certificar quais os produtos que podem ser aplicados sobre os seus itens, para que não os danifiquem, seguindo as instruções da confecção.

Outra opção bastante interessante para que a companhia se certifique da qualidade do processo de desinfecção dos seus carpetes e tapetes é a contratação de serviços de empresas especializadas na limpeza destes itens, as quais costumam aplicar produtos e técnicas especiais de desinfecção bastante eficientes, incluindo lavagem a seco ou com vapor.

Além disso, outros cuidados bastante importantes com a manipulação de carpetes e tapetes, incluem:

• Os profissionais que estiverem manipulando carpetes e tapetes devem se proteger, usando máscaras N95 para evitar o contato com micropartículas que podem se desprender para o ar contendo o novo coronavírus

• Ao optar pela aspiração destes itens, certifique-se de que o aspirador de pó utilizado contém filtro HEPA, capaz de reter partículas virais em suspensão, pois, se não houver esse filtro, o aspirador pode ser um grande vilão

Vassouras e esfregões secos NÃO devem ser utilizados para higienização destes itens, pois as partículas contaminadas podem ser veiculadas no ar, podendo ser inaladas por quem manipula ou ainda atingir e contaminar outras superfícies e objetos nas proximidades.

PROTEÇÃO DOS COLABORADORES

Onde não há acolhimento de casos suspeitos ou confirmados de Covid-19, deve ser disponibilizado à equipe de apoio e limpeza os seguintes itens:
• Máscaras cirúrgicas descartáveis que devem ser trocadas sempre que estiverem úmidas ou com sujidade OU máscaras de pano, desde que disponíveis em quantidade suficiente para serem trocadas a cada 3 horas, higienizadas para uso (alternado e reserva)
• Itens para higiene frequente das mãos com solução alcoólica a 70% OU água e sabonete líquido
• Luvas de trabalho (de borracha) de uso pessoal, as quais devem ser lavadas com água e sabão, assim como desinfectadas com hipoclorito de sódio a 0,5% após o uso. Além disso, o trabalhador deve tomar o cuidado de realizar a higiene das mãos sempre: antes e depois da remoção das luvas
• Os óculos de proteção ou protetores faciais (que cubram a frente e os lados do rosto), sempre que houver risco de exposição do profissional a respingos durante o trabalho, de uso individual, os quais devem ser desinfectados da forma correta após o uso, utilizando álcool a 70%, hipoclorito de sódio ou outro desinfetante recomendado pelo fabricante do equipamento de proteção.

• Orienta-se que nunca sejam misturados produtos saneantes, sob o risco de perderem sua eficácia. Ademais, os rótulos dos produtos devem ser sempre consultados a fim de verificar a correta diluição, bem como o manejo do produto.

• Deve-se esclarecer que o termo “limpeza” se refere à remoção de sujidades e impurezas das superfícies. A limpeza não mata os microrganismos, mas, ao removê-los, diminui o número e o risco de propagação da infecção. Já o termo “desinfecção” refere-se ao uso de produtos químicos para matar microrganismos em superfícies; dessa forma, a desinfecção não quer dizer necessariamente que houve limpeza das superfícies sujas ou remoção dos microrganismos, mas, ao matá-los em uma superfície após a limpeza, ela reduz ainda mais o risco de propagação de infecções.

• Estabelecer regras para o uso de máscara, etiqueta respiratória, distanciamento de pelo menos 2 metros e restrição do número de pessoas ocupando o ambiente ao mesmo tempo, permitindo a manutenção da distância adequada.

• Realizar a limpeza e desinfecção de objetos e utensílios (ex: pratos, copos, talheres, etc) de uso comum frequentemente, desaconselhando o compartilhamento dos mesmos.

O vírus também pode estar presente no trato gastrointestinal, sendo possível que ele seja eliminado através das fezes. Porém, ainda não se sabe se a carga viral presente nas fezes é o suficiente para contaminar outra pessoa.

• Sempre abaixar a tampa do vaso sanitário ao dar descarga

• Higienizar a mão antes e após o uso do banheiro

• Permitir a entrada de um número menor de pessoas no banheiro, garantindo que está cumprindo as regras do distanciamento.

• Realizar rotina de higiene com maior frequência do local.

Se possível, use roupas mais compridas. Mas, saiba que isso não é uma regra, pois o coronavírus só pode nos infectar através do contato com mucosas, principalmente do nariz, boca e olhos.

Assim, não há razões para impedir o uso de peças de roupas que não cubram todas as superfícies do corpo, como bermudas e camisas de manga curta. Na verdade, não adianta nada que alguém use calças compridas ou blusas de manga longa, se na hora de retirar essas peças, as pessoas não tomarem o cuidado de lavar superfícies potencialmente contaminadas, sejam as mãos, sejam partes da vestimenta com o vírus, em contato com o rosto, próximo às mucosas das vias respiratórias.

O eixo de toda prevenção comunitária da Covid-19 é a higienização das mãos, evitando o contato de superfícies potencialmente contaminadas com as mucosas do rosto.

Posto isso, as únicas recomendações que se justificam, devendo ser compartilhadas massivamente, são:

• Evitar levar a mão ao rosto, sobretudo sem higienização prévia

• Higienizar as mãos constantemente com água e sabão por 40 segundos ou com álcool em gel por 20 segundos

• Usar máscaras de pano, deixando as máscaras cirúrgicas ou descartáveis para suprir as necessidades dos hospitais e pessoas com sintomas de resfriado ou gripe

• Nunca tocar na máscara ou ajustá-la sem antes higienizar adequadamente as mãos em função do risco de levar o vírus para próximo do rosto.

• Apesar de não haver razões baseadas em evidências para restringí-los, excessos de adereços (como brincos, pulseiras, anéis e colares) devem ser evitados neste momento sempre que possível, por serem superfícies onde o vírus pode persistir por vários dias caso contaminadas, exigindo atenção redobrada das pessoas que optarem pelo uso destes – uma vez que devem ser higienizados com frequência.

Toda empresa tem autonomia para dirigir, organizar e definir as regras para a execução do trabalho, porém o direito de propriedade desta não permite a invasão ou violação da intimidade e privacidade do colaborador.

Neste sentido, é possível que a empresa estabeleça normas de medição da temperatura dos colaboradores, embora não haja nenhuma lei específica sobre a questão, com a única finalidade de prevenir a contaminação pela Covid-19, desde que seja preservada a privacidade do colaborador, levando em conta as seguintes orientações:

• Obter consentimento expresso do colaborador antes da aferição da temperatura, não o desrepeitando e não o intimidando.

• Os que optarem por não consentir com a medição devem ser dispensados sem descontos ou compensações de horas posteriores.

• Usar termômetros digitais que não necessitam de contato preservando a intimidade do trabalhador, como os dispositivos que utilizam a tecnologia de infravermelho para medir a temperatura na testa, sem encostar, que possuam certificação do Inmetro.

• Não fazer e não guardar nenhum registro das temperaturas aferidas.

• Colaboradores com temperatura acima de 37 ºC devem ser dispensados de forma gentil, evitando estigmas, com a instrução de entrarem em contato com a Equipe de Saúde PrimeCare.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICOS

A companhia deve orientar que entrem em contato com a Equipe de Saúde PrimeCare para que possamos classificar o grau de doença do membro, assim como orientar os cuidados mais adequados a cada caso.

Neste sentido, é importante que a empresa saiba que, sendo constatados sintomas gripais por nossos profissionais, a pessoa será orientada a se manter em isolamento domiciliar por 14 dias sem a necessidade de procurar atendimento médico, a menos que este apresente sinais de gravidade que sugiram uma evolução. 

Além disso, sempre que possível, recomendamos à empresa, uma vez dispondo do benefício PrimeCare, que flexibilize a apresentação de atestados médicos, evitando incentivar o colaborador a procurar um estabelecimento de saúde, mesmo que na vigência de sintomas leves, expondo a si mesmo e a outros a riscos desnecessários.

Finalmente, a empresa deve estimular seus colaboradores a reportarem ao time de pessoas e à Equipe de Saúde todos os casos de contatos domiciliares que apresentarem sintomas de resfriado ou gripe enquanto estiver envolvido em atividades de trabalho presencial.

Atestado médico, mas sempre que possível, recomendamos à empresa, uma vez dispondo do benefício PrimeCare, que flexibilize a apresentação de atestados médicos, evitando incentivar o colaborador a procurar um estabelecimento de saúde, mesmo que na vigência de sintomas leves, expondo a si mesmo e aos outros a riscos desnecessários.

De acordo com o protocolo de manejo clínico da COVID-19, publicado pelo Ministério da Saúde, todas as pessoas com sintomas de resfriado ou gripe, devem receber atestado médico de 14 dias a fim de permitir o isolamento domiciliar do paciente (CID-10: J11 – Síndrome gripal ou B34.2 – Infecção por coronavírus ou U07.1 – COVID-19) e de todos os contatos da pessoa que residem na mesa casa (CID 10: Z20.9 – Contato com exposição à doença transmissível especificada).

Caso a pessoa tenha tido contato próximo com outras pessoas no trabalho nos últimos 7 – 14 dias, recomendamos o afastamento destas, mesmo que assintomáticas.

Deve-se identificar os contatos próximos e afastá-lo por 14 dias, mesmo que não tenham manifestado quaisquer sintomas. Além disso, vindo a manifestar sintomas de resfriado ou gripe, estas devem reiniciar o isolamento por 14 dias. É importante, também, que todos esses casos sejam informados à Equipe de Saúde Vitta PrimeCare para que possam ser acompanhados por nossos profissionais.

Os critérios para identificação dos contatos próximos são estabelecidos pelo Ministério da Saúde, incluindo:

• Uma pessoa que teve contato físico direto (por exemplo, apertando as mãos)

• Uma pessoa que tenha contato direto desprotegido com secreções infecciosas (por exemplo, gotículas de tosse, contato sem proteção com tecido ou lenços de papel usados e que contenham secreções)

• Uma pessoa que teve contato frente a frente por 15 minutos ou mais e a uma distância inferior a 2 metros

• Uma pessoa que esteve em um ambiente fechado (por exemplo, sala de aula, sala de reunião, sala de espera do hospital, etc.) por 15 minutos ou mais e a uma distância inferior a 2 metros

• Um profissional de saúde ou outra pessoa que cuide diretamente de um caso de Covid-19 ou trabalhadores de laboratório que manipulam amostras de um caso de Covid-19 sem Equipamento de Proteção Individual (EPI) recomendado, ou com uma possível violação do EPI

• Um passageiro de uma aeronave sentado no raio de dois assentos de distância (em qualquer direção) de um caso confirmado de Covid-19; seus acompanhantes ou cuidadores e os tripulantes que trabalharam na seção da aeronave em que o caso estava sentado.

Devemos recomendar o isolamento voluntário desses colaboradores por 14 dias, mesmo na ausência de sintomas, para todos aqueles que tiveram contato domiciliar ou próximo de casos suspeitos ou confirmados de Covid-19, levando em conta as seguintes definições estabelecidas pelo Ministério da Saúde:

Contato próximo

• Uma pessoa que teve contato físico direto (por exemplo, apertando as mãos)

• Uma pessoa que tenha contato direto desprotegido com secreções infecciosas (por exemplo, gotículas de tosse, contato sem proteção com tecido ou lenços de papel usados e que contenham secreções)

• Uma pessoa que teve contato frente a frente por 15 minutos ou mais e a uma distância inferior a 2 metros

• Uma pessoa que esteve em um ambiente fechado (por exemplo, sala de aula, sala de reunião, sala de espera do hospital etc.) por 15 minutos ou mais e a uma distância inferior a 2 metros

• Um profissional de saúde ou outra pessoa que cuide diretamente de um caso de Covid-19 ou trabalhadores de laboratório que manipulam amostras de um caso de Covid-19 sem Equipamento de Proteção Individual (EPI) recomendado, ou com uma possível violação do EPI

• Um passageiro de uma aeronave sentado no raio de dois assentos de distância (em qualquer direção) de um caso confirmado de Covid-19; seus acompanhantes ou cuidadores e os tripulantes que trabalharam na seção da aeronave em que o caso estava sentado.

Contato domiciliar

• Uma pessoa que resida na mesma casa/ambiente. Devem ser considerados os residentes da mesma casa, colegas de dormitório, creche, alojamento, etc.

IMUNIZAÇÃO

A vacina da gripe protege somente contra o vírus influenza, incluindo o vírus da H1N1, o qual continua circulando neste momento causando a gripe comum, podendo produzir formas graves de doença semelhantes à Covid-19, sobretudo nos grupos de risco para esta.

Qualquer pessoa pode tomar a vacina contra a gripe anualmente, no entanto, existem grupos mais vulneráveis que devem ser priorizados e ter atenção redobrada com a prevenção, sendo eles:

• Povos indígenas;

• Puérperas (mulheres até 45 dias após o parto)
Idosos (a partir dos 60 anos)
• Professores
• Pessoas portadoras de doenças crônicas
• Outras categorias de risco clínico
• População privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medida socioeducativa, e funcionários do sistema prisional
• Gestantes
• Crianças de seis meses a seis anos (cinco anos, 11 meses e 29 dias).

Por sua vez, esses grupo já contam com a assistência do Sistema Único de Saúde (SUS) que promove campanhas de vacinação anuais.

Além disso, deve-se esclarecer que há dois tipos de vacinas disponíveis contra a gripe: a trivalente, que protege contra 2 vírus da influenza A e 1 vírus da influenza B, disponível na rede pública de saúde, e a tetravalente, que protege contra 2 vírus da influenza A e 2 da B, disponível em clínicas particulares. No entanto, nenhuma confere proteção de 100% contra a doença aos vacinados.

Para proteger contra a H1N1, a vacina trivalente é eficiente.

Posto isso, a companhia deve estimular que os colaboradores classificados nos grupos de risco acatem as campanhas de vacinação do Ministério da Saúde, procurando uma Unidade Básica de Saúde mais próxima para serem vacinados ou buscando em clínicas particulares a vacina contra a gripe. Para além disso, fica a critério da empresa apoiar ou não a vacinação de outros colaboradores, uma vez que não há evidências para uma forte recomendação este tipo de ação.

Não. Os “túneis de ozônios”, que ganharam popularidade recentemente como uma estratégia de “descontaminar” as pessoas utilizando sistemas de pulverização de água ozonizada (uma mistura de água e ozônio) não são eficazes e muito menos seguros. Isso se explica pelo fato de que para ser eficiente, com capacidade de desinfectar superfícies, tal sistema de água ozonizada deve ser capaz de gerar altas concentrações de ozônio (acima de 10 ppm), o que inevitavelmente leva à liberação de ozônio na forma de gás (e não apenas de água ozonizada como pretendido), o qual é extremamente tóxico para as vias aéreas, especialmente para os pulmões, mesmo em baixas concentrações. Além disso, uma grande exposição à esse gás pode levar à morte.