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Mulher no século XXI: o mercado de trabalho e a ascensão da liderança feminina

por Claudia Galdino, Diretora Comercial e Sócia da Vitta

Não preciso dizer que o papel da mulher dentro da sociedade mudou muito, principalmente durante o século XX, onde o mundo se deparou com 2 guerras mundiais e a mulher foi colocada como a provedora principal de muitas famílias, o que acabou, consequentemente, modificando a estrutura da sociedade como um todo e, desde então, tem sido possível acompanhar diversas mudanças relacionadas aos diferentes papéis destinados a cada gênero, sendo a liderança e gestão um deles.

E mesmo com extremas mudanças dentro do cenário de empresas, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2019, neste mesmo período as mulheres respondiam por apenas 38% dos cargos gerenciais no país. O número  se mostra ainda menor quando se fala em mulheres negras, sendo que elas ocupam 1,6% das lideranças no Brasil.

Porém, antes de entender os números, é necessário levantar outra questão: onde se encontram essas lideranças? Infelizmente, a liderança de uma mulher é mais bem aceita e maior propagada em setores considerados tradicionalmente “femininos” como educação, moda, beleza, saúde e bem-estar. Já em setores tradicionalmente ‘’masculinos’’, como o da tecnologia e financeiro, a liderança (e até mesmo a presença feminina) ainda é escassa. Sim, já estamos mudando o cenário, mas em passos lentos. 

Porém, os resultados mostram uma realidade diferente quando se trata de liderança feminina, segundo a ONU, as empresas que possuem lideranças femininas efetivas apresentam melhores resultados para as organizações, além de apresentarem uma forte lealdade entre colaboradores por conta da promoção à equidade de gênero. Outros dados surpreendentes que valem a pena serem mencionados são:  impulsionamento dos negócios, melhoria da qualidade de vida de mulheres, homens e crianças, e desenvolvimento sustentável.

Uma das maneiras de ter mais mulheres em posições de liderança e em centros de decisão é, portanto, desmontar o estereótipo que diz que certas carreiras e ocupações não são adequadas para elas. Também há uma questão de autoconfiança que é muito importante, em uma pesquisa feita pela HP mostrou que as mulheres só se candidatam a uma vaga quando possuem 100% dos pré-requisitos, e homens quando apresentam, pelo menos, 60% das habilidades necessárias.

Porém, a ocupação de cargos de lideranças e gestão por mulheres é uma forma de representatividade e é essencial para que novas gerações se inspirem e, dessa forma, também virem referência para outras mulheres, é um ciclo que demora, porém se auto alimenta. 

A discussão sobre a inserção de mulheres no mercado em todas as áreas e cargos é necessária para que cada vez mais haja uma conscientização geral e a promoção de um espaço cada vez mais igualitário no mercado de trabalho e na sociedade como um todo. 

Mulheres, vamos juntas pela equidade de gênero no mercado de trabalho! No dia Internacional da Mulher, deixo minha homenagem, meu agradecimento e apoio por todas nós, que lutam e contribuem para uma sociedade mais inclusiva e igualitária.